o dia acabado
os cabelos em açoites
ondulam soltos ao vento...
silhueta de minhas noites,
dos meus dias, pensamento.
não vês que tenho o olho ardido
de não piscar um instante,
vidrado no indefinido,
flertando-te, sombra errante?
por que então não te revelas
em meu noturno abandono,
enquanto, acesas as velas,
atento, resisto ao sono?
reconsidero a visão
desta distância infinita:
só em minha imaginação
recebo tua visita.
e quando tudo já escuro,
vejo, livre de consciência,
tão nítido o que procuro:
teu lindo corpo de ausência.
e é com ele que me deito,
muito exausto e extasiado.
eis que o sonhado foi feito...
...começo o dia acabado.
ondulam soltos ao vento...
silhueta de minhas noites,
dos meus dias, pensamento.
não vês que tenho o olho ardido
de não piscar um instante,
vidrado no indefinido,
flertando-te, sombra errante?
por que então não te revelas
em meu noturno abandono,
enquanto, acesas as velas,
atento, resisto ao sono?
reconsidero a visão
desta distância infinita:
só em minha imaginação
recebo tua visita.
e quando tudo já escuro,
vejo, livre de consciência,
tão nítido o que procuro:
teu lindo corpo de ausência.
e é com ele que me deito,
muito exausto e extasiado.
eis que o sonhado foi feito...
...começo o dia acabado.

nossa, mto bom!
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