primícias poéticas: Janeiro 2008

primícias poéticas


sexta-feira, janeiro 25, 2008

Projeto Pão & Poesia - Diovvani Mendonça


Pão & Poesia, da lavra do poeta e compositor Diovvani Mendonça, com adeptos em todo o Brasil e também no estrangeiro, divulgou, dia 23/01/2008, o resultado da seleção de poemas desta que foi a primeira leva de obras apreciadas e que em breve será contemplada pela “grande massa”. A relação foi publicada nos blogs Pão & Poesia e poeminhas p/ matar o tempo & distrair dor de dente.

Por um lado, o projeto pretende aproximar a Poesia ao cotidiano da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que todos os dias lerá poemas no verso das embalagens de pães; por outro, visa a proporcionar maior alcance às obras de novos poetas.

Muito recentemente, os jornais “Folha de Contagem” e “O Tempo”, ambos de Minas Gerais, contribuíram para notabilizar estas propostas, veiculando matérias sobre o assunto.

Pão & Poesia também mereceu entusiasmada recepção por parte de Portugal, sendo inclusive propagado em programas do locutor Luís Gaspar, do Estúdio Raposa.

O poeta Diovvani Mendonça
.
Outro projeto de iniciativa do poeta Diovvani é o “Margarida”, nome que deu à sua Rural Willys 73, que será transformada em uma biblioteca itinerante. Com ela, o poeta pretende sair uma vez por mês pelas praças de Contagem para levar poesia aos seus conterrâneos. Quem estiver interessado em apoiar o projeto, talvez até doando livros, é só entrar em contato pelo e-mail diovvani@yahoo.com.br.

Diovvani se envereda também pela seara musical, sendo de sua autoria o álbum "Mandala Sonora - quando um pássaro de fogo te traz no sol da meia-noite uma lembrança".

O projeto Pão & Poesia é uma realização da Árvore dos Poemas em parceria com a MIXPAN – Indústria e Comércio Ltda.

da lapela de octavio roggiero neto às 5:43 PM | 2 poetas-leitores


quarta-feira, janeiro 09, 2008

incertas tardes

certas tardes
me deixam assim
meio disperso
sem verso nem Poesia
esquecido de mim
coa cabeça no espaço
e eu nem disfarço
pensamentos se perdem
nos horizontes
aos montes
fico caladão, reticente
um silêncio sepulcral
submerso na monotonia
prendo a respiração
- apnéia no vago –
e os dias passam
como parágrafos de um livro
sobre os quais a gente corre os olhos
mas não lê
nada absorve
incertas tardes
em que jiboiando vou
minha existência
farto de ausências
tardes em que nenhures
fica logo aqui

da lapela de octavio roggiero neto às 5:55 PM | 4 poetas-leitores