primícias poéticas

primícias poéticas


Sexta-feira, Dezembro 31, 2010

ano novo, blog novo

Caros leitores, após cinco anos publicando no primícias poéticas, eis que me mudo de endereço. Criei o blog octavioroggiero.wordpress.com/
Novas: pretendo publicar meu segundo livro entre maio e julho de 2011, se tudo correr conforme planejado. Quem estiver interessado em adquiri-lo, escrevam para meu e-mail particular:
octavioroggiero@yahoo.com.br
Aliás, consegui mais alguns exemplares do livro primícias poéticas, para quem quiser.
Feliz ano novo!

da lapela de octavio roggiero neto às 7:06 PM | 1 poetas-leitores


Quarta-feira, Dezembro 01, 2010

Da vida nova

Boas vindas ao Davi,

filho dos amigos Patrícia e Moacir

que daqui a uns dias virá à luz.



Davi, vi daqui a cegonha

cruzar o espaço, com um menino,

com um destino:

os braços abertos de quem sonha,

Davi, com seu abraço,

os braços de um certo casal goiano,

acho que você conhece,

a mamãe Patrícia,

o papai Moacir Caetano,

casal que merece.


Davi, dá vida nova,

um sorrir diferente,

um presente para o agora

e para o porvir,

uma dádiva divina, Davi,

em boa hora,

vi daqui, primícias do amor

entre Patrícia e Moacir.


Davi, vi daqui você vindo,

vi sorrindo.


Davi, seja bem-vindo!

da lapela de octavio roggiero neto às 11:42 PM | 0 poetas-leitores


Sexta-feira, Outubro 22, 2010

Pão e Poesia em Araras


O Projeto Pão e Poesia, que por diversas oportunidades, mas sempre com o mesmo entusiasmo, já foi noticiado neste blogue, e que, como é consabido, inicialmente abrangeu a Região Metropolitana de Minas Gerais, agora transcendeu fronteiras, alcançando adesão no interior paulista, mais precisamente na cidade de Araras, na qual atualmente resido.


A Secretaria Municipal de Ação Cultural e Cidadania foi a responsável pela viabilização do Projeto, sob a orientação de seu original idealizador, Diovvani Mendonça, e com a parceria da iniciativa privada.


Segundo informações que me foram passadas pelo próprio Secretário Municipal, Sr. Marcelo Daniel (Mussa), serão distriuídas cerca de 50 mil embalagens mensalmente, sobretudo nos supermercados da cidade.


O “Pão e Poesia” será apresentado hoje (22), a partir das 20h, no Centro Cultural “Leny de Oliveira Zurita” a empresários do ramo da panificação, confeitaria e proprietários de supermercados e convidados pela Secretaria Municipal de Ação Cultural e Cidadania.


Que outras cidades fermentem mais e mais esta idéia plena de saber e de sabor!

da lapela de octavio roggiero neto às 6:51 AM | 2 poetas-leitores


Domingo, Julho 25, 2010

de lírios


"Todo o trabalho do homem é para a sua boca, e contudo nunca se satisfaz o seu espírito." Ecl. 6:7


"Ora, o homem natural não compreende as coisas do espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." 1 Cor. 2:14


"Olhai para os lírios dos campos..." Mat. 6:28



pereço porque pareço
cada vez mais com o mundo,
sem tempo, de mim me esqueço,
só, neste buraco fundo,
com minha claustrofobia...


ouço um silêncio loquaz,
minha loucura sadia
me dizendo: meu rapaz,
não me esquente esta cabeça,
que tudo é mesmo ilusão,
não há nada que mereça
vida de preocupação.


concordo, mas não pratico;
então no caminho empaco,
volto à estaca zero e fico
no mesmo fundo buraco.

da lapela de octavio roggiero neto às 12:23 PM | 6 poetas-leitores


Sábado, Junho 19, 2010


Poema a espera que virou prelúdio, do livro primícias poéticas, ilustrado pela artista plástica Iara Abreu e apresentado na quinta edição da Exposição Aspectos Urbanos (2009), em Minas Gerais.

da lapela de octavio roggiero neto às 6:55 PM | 3 poetas-leitores


Sábado, Maio 01, 2010

prato do dia



hoje o prato do dia
é cortesia da casa
um coração em brasa
que nos delicia
é prato feito
todo feito de alegria
um pacto perfeito
impacto da poesia no peito
e daí pra mão
pra multidão
um gesto doce
como se fosse a um irmão
.
sempre no ponto
pronta pra servir
em qualquer lugar
qualquer ocasião
cortesia, o prato feito
todo feito pra sorrir
aquele sorrisão

vingança não
esta não sacia
refeição fria
comida fora de hora
e quanto mais se come
mais a fome piora
mais nos esvazia
posto que sem nutriente
desgosto putrescente
repelente
sentimento nem de bicho
gesto indigesto, indigente
larga mão,
lança longe da gente
joga fora no lixo
que isso é mixo
alimento estragado
deixa de estômago virado
todo o âmago, amargurado
enjoado
tudo azeda
quando se requenta
é tiro e queda
dá uma azia violenta
depois agüenta

hoje o prato do dia
é cortesia da casa
um coração em brasa
que nos delicia

(sal pro mundo insosso
mundo faminto, pele e osso)

dia e noite, noite e dia,
sorriso no rosto
com gosto, sirvo e aceito
o saboroso prato feito
todo feito de alegria:
cortesia

porque só o amor nos sacia!
.
.
Prêmios recebidos pelo poema prato do dia:

II Prêmio Literário Canon de Poesia - 2009
Canon do Brasil Ind. e Com. Ltda, Fábrica de Livros e Grupo Editorial Scortecci.
Distinção conferida: Participação em antologia.

VI Prêmio Barueri de Literatura – 2009 – Barueri/SP
Prefeitura Municipal de Barueri/SP
Biblioteca Pública, Secretaria de Cultura e Turismo, Clube de Leitura
2º lugar Poesia – categoria autores não residentes
Distinções conferidas: Troféu e participação em antologia.
.
Prêmio Cataratas de Contos e Poesia 2010
Fundação Cultural de Foz do Iguaçu - Paraná
2º lugar – Categoria Poesias
Distinção conferida: R$700,00 (setecentos Reais) e certificado de participação.

da lapela de octavio roggiero neto às 12:02 AM | 12 poetas-leitores


Domingo, Abril 25, 2010

calmaria


uma canção calma
que lava a minha alma,
inunda o sentir.

paro para ouvir...

e reparo agora
nesta onda sonora
levando-me ao fundo,
bem longe do mundo.

dentro em mim, mergulho,
fora do barulho
que vem da cidade,
da modernidade.

uma canção calma
que lava a minha alma,
inunda o sentir.

paro para ouvir...

águas em remanso
para o meu descanso,
fluindo harmonia.

quanta calmaria...

som suave e bom
ao meu ser sem tom:

uma canção calma
que é leve em minha alma,
traz-me à tona à mim,
e respiro, enfim.


* poema escrito ao som da canção Calmaria, de Michel Freidenson

da lapela de octavio roggiero neto às 2:33 AM | 2 poetas-leitores