primícias poéticas

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Quinta-feira, Julho 09, 2009

ZAP! Zona Autônoma da Palavra (um “SLAM” brasileiro)


Quinta noite de “spoken word” e “Slam” de São Paulo traz concurso de poesia grátis no feriado.

O Slam é um espetáculo sob a forma de encontros de poesia. Criado por Marc Smith em Chicago, nos anos 80. Ele suscitou uma admiração da mídia que lhe permitiu propagar-se pelo mundo inteiro. O Slam trouxe uma renovação para a poesia oral e valorizou a arte da performance poética.

Promovida pelo Núcleo Bartolomeu ano passado, a primeira edição do Zap! fez tanto sucesso que passou a ser mensal, sempre nas segundas quintas-feiras do mês.

O Slam costuma acontecer em locais públicos como bares, cafés, salas de espetáculos, centros culturais e cinemas ou lugares inabituais como agências de correio, livrarias, escolas, hospitais, prisões ou mercados ao ar livre, por exemplo.

Além dos poetas, a platéia também pode participar. A única condição é se inscrever com o apresentador e obedecer as regras dessa performance. O Slam dá a voz a todos, com uma liberdade total de estilo, de gênero e de assunto abordado.

REGRAS:

1) Um poema por vez, devendo ser de autoria do poeta (podem ser lidos)

2) Sem acessórios, sem figurino, sem acompanhamento musical.

3) Os poemas devem ter no máximo 3 minutos, mais dez segundos de bônus. Após esse tempo são descontados pontos.

4) Um júri formado por cinco pessoas, sorteadas ou escolhidas pelo apresentador (host/mc) entre o público, atribui uma nota após cada poema numa escala de 0.0 a 10.0, podendo haver notas quebradas (por ex:7,8 ou 9,6….)

5) A nota mais alta e a mais baixa são retiradas. Um assistente faz as “médias” e marca em um quadro onde todos possam ver.

6) O júri não pode se deixar influenciar nem pelo apresentador, nem pelo público, nem pelos poetas.

As regras podem variar de um torneio a outro mas devem sempre se apoiar sobre esses princípios de base para garantir a coesão do Slam.

Todos os poetas participam da primeira rodada. As melhores notas participam da segunda rodada e assim por diante até a terceira e última rodada. A premiação varia de prêmios simbólicos de U$10 a grandes quantias nos grandes campeonatos.

No “Slam! Zona Autônoma da Palavra” a premiação será feita com livros.

Em muitas cidades americanas, um torneio anual é organizado para selecionar os participantes para o Slam Nacional. Na França, o movimento acontece desde 1998. As cenas nasceram em Paris e se multiplicaram por todo país.

Na união de poesia e espetáculo interativo, o Slam é o território/espaço da expressão ideal para todos os poetas e todas as formas de poesia.

Ele toca todos os públicos, muito além dos círculos literários tradicionais. Uma zona autônoma onde o que mais importa não é a performance individual, mas a “fresta no tempo” onde a poesia oral, a performance e a diversidade são celebradas.

Programação da noite:
19h - Exibição de Filmes
20h - Microfone Aberto - Para quem quiser falar sua poesia, sem necessariamente participar do Slam.

21h - Slam! - A "batalha" de poesia em si. (Serão 3 rodadas, os participantes trazem seus poemas)

O Que: ZAP! Zona Autônoma da Palavra
Quando: Quinta 11/06 às 18:30
Quanto: Gratuito
Onde: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
Endereço: R. Dr. Augusto de Miranda, 786. Pompéia. Tel: (11) 3803 9396
Capacidade da sala: 100 pessoas
Classificação: Livre

Fonte:
catraca livre

da lapela de octavio roggiero neto às 1:57 PM | 0 poetas-leitores


Terça-feira, Julho 07, 2009

Ricardo Kelmer: um cicerone literário

Não há como negar, parcela considerável do público que explora a blogosfera é composta de escritores que estão no limiar de suas carreiras literárias, muitos ainda sem ter inclusive publicado seu primeiro livro.

E não poderia ser diferente, pois os blogs se revelaram um meio acessível de expressão, o que vejo com bons olhos.

Muitos novos autores sentem-se à vontade e satisfeitos em permanecerem publicando seus textos unicamente pela internet; outros, porém, embora pretendam ver suas obras transformadas em livro, não levam este intento adiante, talvez por faltarem-lhes informações essenciais sobre os meandros de como publicar desta forma. E mesmo para aqueles que têm suas obras publicadas em livro, concordemos, nunca é tarde para aprender mais com quem há bastante tempo persiste na “trilha irresistível das letras", sobre o mercado editorial e sobre como gerenciar sua carreira literária.

Considerando isso é que
resolvi trazer ao conhecimento de meus leitores o Guia do escritor independente, trabalho elaborado pelo escritor Ricardo Kelmer, que tive o prazer de conhecer no Sarau de Ontem, realizado neste último domingo no Bar de Ontem, em São Paulo. Nele, o autor dá dicas importantes sobre como publicar livros e sobre como transpor os percalços comumente vivenciados pelos escritores.


Fica então um recado do autor, extraído da apresentação da sua obra: “Não é fácil ser escritor, nem no Brasil nem em qualquer lugar do mundo. Requer vocação, além de muita paciência, disciplina e perseverança. Se é isso que você pretende ser, seja bem-vindo ao clube. O caminho é longo, sim, mas talvez ao longo dele você descubra, como eu descobri, que mais do que chegar, o que importa mesmo é manter-se no caminho.”

Ricardo Kelmer nasceu em Fortaleza, em 1964. Mora atualmente na cidade de São Paulo e escreve para sites, jornais e revistas. Cursou Letras e Comunicação Social, foi redator de publicidade e dono do bar Badauê na Praia de Iracema. Integrou os The Breg Brothers e a Intocáveis Putz Band. Como produtor cultural, atuou em rádio e na produção de eventos. Publicou seu primeiro livro em 1995. RK também é roteirista, letrista musical e palestrante.

Obs.: O livro está incluído no pacote da Consultoria sobre a profissão de escritor e publicação de livros. Veja como funciona o
sistema de Consultoria.

Vide verso: Blog do Kelmer

da lapela de octavio roggiero neto às 4:39 PM | 0 poetas-leitores


Quinta-feira, Julho 02, 2009

Sarau de Ontem


Poemas recitados, todos do livro primícias poéticas:

1º no olho da rua
2º vida de cachorro
3º Musa,
4º facilite o amor
5º agora sim (recitado pelo escritor Ricardo Kelmer)

da lapela de octavio roggiero neto às 10:14 PM | 2 poetas-leitores


Terça-feira, Junho 16, 2009

Mensagem do amigo Poeta Álvaro Alves de Faria:

"Querido Octávio Roggiero Neto:
cultive sempre esse sentimento, assim como fez seu pai, poeta Octávio Roggiero, meu amigo, que se foi tão cedo para o infinito de todas as coisas. Cultive a poesia como ele pensou o mundo e siga seus passos. Pensávamos e falávamos a mesma linguagem e essa linguagem deve seguir com você. Você está lançando seu primeiro livro, faça da poesia parte de sua vida, é o que nos resta num mundo hostil como este em que vivemos e fique sempre do lado dos que não têm nada para viver, dos que estão à margem, dos que têm fome e sede, dos que pedem, dos mais fracos, dos animais, das plantas, da terra, da vida."

da lapela de octavio roggiero neto às 8:41 AM | 4 poetas-leitores


Quinta-feira, Maio 28, 2009

enquanto é dia

passaremos. sim, passaremos.
e quão inexorável é o passamento, e veloz.
passaremos, então que nos amemos
enquanto é dia:
- calma, muita calma, não olhe agora,
mas a noite, a irreversível, nos espia.

pela multidão, pelo pedinte,
pela infância, pelas estações e pela vida,
estamos sempre de passagem
e de partida.

passaremos o ponto, a bola, a vez,
num passe-de-mágica, passaremos
de campeão a freguês.

pela passarada bem-humorada
que celebra o fim da madrugada,
passaremos, sem darmos conta, talvez,
mas passaremos.

e se assim é, então que nos amemos
enquanto é dia:
- calma, muita calma, não olhe agora,
mas a noite, a irreversível, nos espia.

dispersa-me para o mais distante, um vento:
o mais distante pensamento.

silêncio falante sussurrando no ouvido,
a íntima voz do desconhecido
segredando em boa hora:

sim, passaremos, então que nos amemos
enquanto é dia:
- calma, muita calma, não olhe agora,
mas a noite, a irreversível, nos espia.


- premiado com o 1º lugar do Concurso “V Prêmio Barueri de Literatura” - 2008

da lapela de octavio roggiero neto às 12:10 AM | 7 poetas-leitores


Quarta-feira, Maio 27, 2009

facilite o amor

facilite o amor!
dê bom-dia pro cavalo,
pro vizinho e pro Senhor.
pra namorada, carinho.
pra mamãe dê uma flor.
faça jóia pro menino
que te olha da vidraça
e pro dia tão sem graça,
facilite o amor.
no ônibus lotado,
ofereça o assento.
pro espelho desanimado,
um sorriso de alento.
praquele velho amigo,
dê um telefonema.
pra tudo nesta vida,
escreva um poema.
seja todo ternura,
mantenha a postura ereta,
capricha no penteado,
use hoje sua roupa predileta.
facilite o amor,
que assim a ocasião
que faria o malfeitor
agora revelará o amante,
o filho, o amigo e o poeta.


- premiado com o 2º lugar do Concurso “V Prêmio Barueri de Literatura” - 2008
- publicado no Jornal Tribuna do Direito, ano 16, nº 188, edição de dezembro de 2008, pág. 29 – 35.000 exemplares.

da lapela de octavio roggiero neto às 12:05 AM | 28 poetas-leitores