primícias poéticas

primícias poéticas


domingo, julho 25, 2010

de lírios


"Todo o trabalho do homem é para a sua boca, e contudo nunca se satisfaz o seu espírito." Ecl. 6:7


"Ora, o homem natural não compreende as coisas do espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." 1 Cor. 2:14


"Olhai para os lírios dos campos..." Mat. 6:28



pereço porque pareço
cada vez mais com o mundo,
sem tempo, de mim me esqueço,
só, neste buraco fundo,
com minha claustrofobia...


ouço um silêncio loquaz,
minha loucura sadia
me dizendo: meu rapaz,
não me esquente esta cabeça,
que tudo é mesmo ilusão,
não há nada que mereça
vida de preocupação.


concordo, mas não pratico;
então no caminho empaco,
volto à estaca zero e fico
no mesmo fundo buraco.

da lapela de octavio roggiero neto às 12:23 PM | 6 poetas-leitores


sábado, junho 19, 2010


Poema a espera que virou prelúdio, do livro primícias poéticas, ilustrado pela artista plástica Iara Abreu e apresentado na quinta edição da Exposição Aspectos Urbanos (2009), em Minas Gerais.

da lapela de octavio roggiero neto às 6:55 PM | 3 poetas-leitores


sábado, maio 01, 2010

prato do dia



hoje o prato do dia
é cortesia da casa
um coração em brasa
que nos delicia
é prato feito
todo feito de alegria
um pacto perfeito
impacto da poesia no peito
e daí pra mão
pra multidão
um gesto doce
como se fosse a um irmão
.
sempre no ponto
pronta pra servir
em qualquer lugar
qualquer ocasião
cortesia, o prato feito
todo feito pra sorrir
aquele sorrisão

vingança não
esta não sacia
refeição fria
comida fora de hora
e quanto mais se come
mais a fome piora
mais nos esvazia
posto que sem nutriente
desgosto putrescente
repelente
sentimento nem de bicho
gesto indigesto, indigente
larga mão,
lança longe da gente
joga fora no lixo
que isso é mixo
alimento estragado
deixa de estômago virado
todo o âmago, amargurado
enjoado
tudo azeda
quando se requenta
é tiro e queda
dá uma azia violenta
depois agüenta

hoje o prato do dia
é cortesia da casa
um coração em brasa
que nos delicia

(sal pro mundo insosso
mundo faminto, pele e osso)

dia e noite, noite e dia,
sorriso no rosto
com gosto, sirvo e aceito
o saboroso prato feito
todo feito de alegria:
cortesia

porque só o amor nos sacia!
.
.
Prêmios recebidos pelo poema prato do dia:

II Prêmio Literário Canon de Poesia - 2009
Canon do Brasil Ind. e Com. Ltda, Fábrica de Livros e Grupo Editorial Scortecci.
Distinção conferida: Participação em antologia.

VI Prêmio Barueri de Literatura – 2009 – Barueri/SP
Prefeitura Municipal de Barueri/SP
Biblioteca Pública, Secretaria de Cultura e Turismo, Clube de Leitura
2º lugar Poesia – categoria autores não residentes
Distinções conferidas: Troféu e participação em antologia.
.
Prêmio Cataratas de Contos e Poesia 2010
Fundação Cultural de Foz do Iguaçu - Paraná
2º lugar – Categoria Poesias
Distinção conferida: R$700,00 (setecentos Reais) e certificado de participação.

da lapela de octavio roggiero neto às 12:02 AM | 13 poetas-leitores


domingo, abril 25, 2010

calmaria


uma canção calma
que lava a minha alma,
inunda o sentir.

paro para ouvir...

e reparo agora
nesta onda sonora
levando-me ao fundo,
bem longe do mundo.

dentro em mim, mergulho,
fora do barulho
que vem da cidade,
da modernidade.

uma canção calma
que lava a minha alma,
inunda o sentir.

paro para ouvir...

águas em remanso
para o meu descanso,
fluindo harmonia.

quanta calmaria...

som suave e bom
ao meu ser sem tom:

uma canção calma
que é leve em minha alma,
traz-me à tona à mim,
e respiro, enfim.


* poema escrito ao som da canção Calmaria, de Michel Freidenson

da lapela de octavio roggiero neto às 2:33 AM | 2 poetas-leitores


sexta-feira, abril 23, 2010

ao saber do acaso


do mundo, sou forasteiro:
o meu lugar é qualquer...
sem parada ou paradeiro,
vou pro que der e vier.

em algum canto me arrumo,
me viro com o que tem.
desde sempre sigo rumo
aos infinitos do aquém.

da lapela de octavio roggiero neto às 8:23 PM | 2 poetas-leitores


sábado, abril 17, 2010

Traço a traço, a Poesia sob o prisma das Artes Plásticas


Poema dechover, do livro primícias poéticas (2009), ilustrado pela artista plástica Iara Abreu e apresentado na quinta edição da Exposição Aspectos Urbanos (2009), em Minas Gerais.

da lapela de octavio roggiero neto às 7:09 AM | 2 poetas-leitores


domingo, março 28, 2010

eu sumo do mapa
dou a cara a tapa
para ver estrelas
e é tão belo vê-las
nelas me infinito
em silêncio, grito
para seu ninguém
para mim, pois bem
enfim, tão disperso
abraço o universo

da lapela de octavio roggiero neto às 3:24 PM | 4 poetas-leitores