ela
ela, um dia, quem me dera...
ela, quimera que miro
ela, miragem e espera
ela, profundo suspiro
ela passa, o mundo pára
ela, meu poro transpira
ela, o coração dispara
ela severa se vira
ela deveras venero
ela milagre me opera
ela, na lira que esmero
ela, que tudo supera
ela, só ela que quero
ela hora dessas me pira
ela, meu amor sincero
ela, verdade ou mentira?
ela vai fundo, viscera
ela-fera me devora
ela-puta não libera
ela, caixa de pandora
ela, que nunca tem hora
ela, outra era, ano zero
ela, que não se demora
ela, talvez lero-lero
ela, quanta gostosura!
ela se escora no muro
ela me encara e perjura
ela me deixa em apuro
ela é tara, ela é fissura
ela, pantera no escuro
ela me fere e me fura
ela me pega no duro
ela, meu medo de altura
ela me faz miniatura
ela, sarada, me cura
ela, que é minha frescura
ela, umas vezes ternura
ela outras vezes megera
ela, que ora não me atura
ela, de regra, me altera
ela, que é paz feita de ira
ela, a paz que desespera
ela agora se retira
ela sempre se reitera
ela, quimera que miro
ela, miragem e espera
ela, profundo suspiro
ela passa, o mundo pára
ela, meu poro transpira
ela, o coração dispara
ela severa se vira
ela deveras venero
ela milagre me opera
ela, na lira que esmero
ela, que tudo supera
ela, só ela que quero
ela hora dessas me pira
ela, meu amor sincero
ela, verdade ou mentira?
ela vai fundo, viscera
ela-fera me devora
ela-puta não libera
ela, caixa de pandora
ela, que nunca tem hora
ela, outra era, ano zero
ela, que não se demora
ela, talvez lero-lero
ela, quanta gostosura!
ela se escora no muro
ela me encara e perjura
ela me deixa em apuro
ela é tara, ela é fissura
ela, pantera no escuro
ela me fere e me fura
ela me pega no duro
ela, meu medo de altura
ela me faz miniatura
ela, sarada, me cura
ela, que é minha frescura
ela, umas vezes ternura
ela outras vezes megera
ela, que ora não me atura
ela, de regra, me altera
ela, que é paz feita de ira
ela, a paz que desespera
ela agora se retira
ela sempre se reitera

lindo, lindo, lindo!
passando pra ver as novas..e qtas novas, hein!
Continue a lutar pra que a imortalidade da poesia não faça necessário que o poeta morra pra que ela chegue aos corações, para que possa gozar do retorno das maravilhas que produz e levar pra terra o cansaço satisfeito.
Abço
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