Musa,
de noite, bem de noite, observo teus silêncios
qualquer coisa que mereça um verso
se esquiva de minha vista cansada, agora
as horas arrastam o tempo para o vago
enquanto a acompanho com todo o meu ser
namorando as silhuetas desta insinuante solidão
tenho uma caneta singela
que me borra sempre a mão de indelével desassossego
aprendi contigo as palavras difíceis
e as sensações dissonantes
eu não conhecia o indizível
até que tua aparição me cegasse do irreversível espanto
do fascínio mais sublime e terrível que poderia
mas não adianta, porque o que amo em ti
é o que não se disse
o que não se revelou
e o que talvez nem seja
aprendi, sobretudo,
depois que me lancei aos precipícios de teus olhos
que a Poesia prescinde de palavras
de noite, bem de noite, observo teus silêncios
meu corpo exausto adormece
em meio aos despojos de tua ausência
largado às taças vazias e aos sonhos desacorçoados
sem menos nem mais, nada mais...
- declamado pelo locutor português Luís Gaspar, no programa Lugar aos Outros 73 de seu audioblog Estúdio Raposa.
da lapela de octavio roggiero neto às 3:57 AM
qualquer coisa que mereça um verso
se esquiva de minha vista cansada, agora
as horas arrastam o tempo para o vago
enquanto a acompanho com todo o meu ser
namorando as silhuetas desta insinuante solidão
tenho uma caneta singela
que me borra sempre a mão de indelével desassossego
aprendi contigo as palavras difíceis
e as sensações dissonantes
eu não conhecia o indizível
até que tua aparição me cegasse do irreversível espanto
do fascínio mais sublime e terrível que poderia
mas não adianta, porque o que amo em ti
é o que não se disse
o que não se revelou
e o que talvez nem seja
aprendi, sobretudo,
depois que me lancei aos precipícios de teus olhos
que a Poesia prescinde de palavras
de noite, bem de noite, observo teus silêncios
meu corpo exausto adormece
em meio aos despojos de tua ausência
largado às taças vazias e aos sonhos desacorçoados
sem menos nem mais, nada mais...
- declamado pelo locutor português Luís Gaspar, no programa Lugar aos Outros 73 de seu audioblog Estúdio Raposa.

pelas janelas do poema
todo ele a celebrar o culto
do amor que poderia ser tema
até quando inexiste, simples vulto.
Tô por aqui Octávio, seu toc toc tocou suave e acabei falando enquanto dormia
Abração
comentários imprescindíveis, mas...
prescinde de palavras.
euqteorestoqc
, o amor se faz presente até em ausências. e sabe ensinar e aprender...
, abraços meus.
Octávio.
Às vezes, a solidão é a nossa melhor amiga.
Ou o nosso pior algoz.
Beijo.
eu vivia te vendo por si nesse universo dos blogs, mas nao me lembro de ja ter vindo aqui nem de ter te visto no meu blog... hj um comentario teu no diovanni me chamou muito a atençao pela sabedoria... ai vim, li, estou... ficarei...
um beijo
Este poema deveria ter o poder de fazer presente a musa. Mas como foi dito, as vezes o que se ama "e o que nao se disse, o que nao se revelou e o que talvez nem seja" (adorei este trecho). Talvez porque o coracao de quem ama e o verdadeiro criador da figura amada...
Octavio, cresce a beleza de tua poesia por aqui, nos comentarios que fazes por ai e que vai seguir dando frutos la na "Arvore".
Beijo meu
PS: os acentos estavam malucos por isso retirei-os.
Que esse seu desassossego poeta, se revele mesmo; em dissonante e bela harmonia, para vestir a letra duma cançao (que vejo nascer agora)dedicada à sua musa.
AbraçoDasMinas
P.E.: Múcio já plantou Leminski lá no àrvore - acho que começamos bem.
Oi queridíssimo,
Amei. Assim, numa palavra única. Tocar-te deve ser algo como passar os olhos por esse teu poema. Vejo-te nas palavras.
Beijos...
é... qd vc nao está, meu silêncio fala mais alto, qd vc falta, eu falto.
é...
abraço, irmão!
Putz!! Que poema de amor e exaltação à musa mais lindo, rapaz!! Admiro muito isso, porque isso não é muito da minha verve e me dá gosto ler quem se envereda por esta estrada com competência sem ser piegas e/ou clichê.
Abs,
REMO.
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