primícias poéticas: a hora sem hora

primícias poéticas


Domingo, Fevereiro 14, 2010

a hora sem hora

a qualquer instante
ninguém nos garante
que não apareça
antes que escureça
ou de madrugada
do meio do nada
toda sorrateira
a hora derradeira
nosso último trem
que nos leva além
dentro de um vagão
sem nenhum senão

tudo é relativo
você hoje está vivo
só que não se gabe
amanhã, quem sabe?

da lapela de octavio roggiero neto às 1:31 AM

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